Elarion · A Ascensão

ELARION

Séculos após a magia ser selada para salvar o mundo, ela está vazando de volta — e você nasceu com ela. Domine-a antes que ela domine você... e antes que outro tome o que é seu.

Desça as eras
Verdades de Elarion

Três verdades que o mundo aprendeu com sangue

Antes de dar o primeiro passo, entenda as leis que ninguém em Elarion consegue quebrar.

I

Todo poder cobra

A magia não é uma ferramenta que se empunha e se guarda. É uma vontade. Tudo o que você arranca de Elarion, Elarion cobra de volta — em memória, em carne, em quem você era.

II

O mundo é uma cicatriz

Elarion não é um reino intocado esperando por um herói. É um cemitério de impérios. Cada ruína no horizonte foi o sonho de alguém que quis poder demais — e cada uma delas ainda respira.

III

Ninguém te dá nada

Não existem escolhidos. Não existe destino guardando um trono para você. Existem os que tomam e os que perdem. O que for seu, você vai arrancar — e vai ter de segurar.

A força que move tudo

O Fluxo

O Fluxo não é energia. O Fluxo é fome.

É uma força viva e faminta que corre por baixo de Elarion. Não pensa como um homem pensa — mas quer. Quer ser usada, quer crescer, quer ocupar. Quando um mortal a chama, abre uma porta dentro de si. O poder entra... e nunca sai por inteiro.

O que os antigos aprenderam tarde demais

Ele busca hospedeiros

O Fluxo se acumula nos vivos, nas criaturas ancestrais e nos objetos forjados sob sua influência. Quando alguém tomba, ele abandona o corpo e leva consigo tudo o que tocou — e o que era do morto fica solto no mundo, procurando um novo dono.

Ele cobra espaço

Quanto mais poder você chama, mais o Fluxo ocupa da sua mente. No fim dessa estrada há um só destino: o Esvaziamento — quando não resta mais ninguém, só uma casca movida pela fome. A isso o mundo dá um nome: um Oco.

Ele não morre

O Fluxo não pode ser destruído. Só contido, transferido ou selado. Toda vitória sobre ele é temporária; ninguém jamais o venceu de verdade — apenas o adiou.

Ele lembra

O Fluxo carrega o eco de tudo o que já habitou. Por isso criaturas há muito extintas voltam a se erguer, e ruínas silenciosas repetem, sozinhas, cenas de guerras que o mundo esqueceu.

As quatro tradições

As Quatro Vias

Em Elarion não existem classes nem títulos herdados. Existem quatro formas de abrir a porta para o Fluxo — quatro disciplinas nascidas na guerra, cada uma abrindo essa porta de um jeito diferente. Nenhuma delas é gentil.

A Via da Lâmina

O Fluxo corre pelos músculos e pelo aço. Guerreiros que o vertem no próprio corpo e transformam força bruta em algo que magia nenhuma alcança.

A Via do Olho

O Fluxo guia a flecha e aguça os sentidos além do humano. Quem a segue enxerga o que os outros nem sabem que está lá — e acerta antes de ser visto.

A Via da Palavra

O Fluxo é moldado em forma pura: fogo, gelo, raio. A mais poderosa das Vias — e a mais faminta. Cada palavra dita cobra um pedaço de quem a pronuncia.

A Via da Mão

O Fluxo é vertido em outros, restaurando carne e vontade. A única Via que dá em vez de tomar — e, exatamente por isso, a que mais custa a quem a pratica.

A história de Elarion

As Eras

Toda ruína tem um nome. Toda lenda começou como notícia. Percorra as eras que fizeram do mundo o que ele é hoje.

A Era das Coroas
I
Muito antes da Ascensão

A Era das Coroas

Um mundo governado pelo aço.

Antes que a magia fosse forte, Elarion pertencia aos reis. Reinos guerreiros disputavam o mundo com exércitos e estratégia; a guerra entre clãs era o estado natural das coisas. Cada corte guardava um único clérigo-bruxo — conselheiro, guardião do pouco que se sabia sobre magia e arma secreta do trono.

Quando os primeiros dragões e feras ancestrais desceram das terras selvagens e foram domados, tudo mudou: o poder passou a pertencer a quem comandava as criaturas mais antigas. Cinco grandes reinos dividiam o continente — Valdren dos martelos e das forjas nas montanhas; Sarnholde e seus exércitos das planícies; Myrren dos navegadores e mercadores; Kar Dessa, a primeira a domar dragões no deserto; e Thornwall, isolada nas florestas profundas, terra dos melhores arqueiros.

Aqueles cujos nomes o mundo ainda sussurra

Figuras de Elarion

Alguns viraram lenda. Outros ainda caminham entre as ruínas. Toque em um nome para conhecer sua história.

A Era da Guerra
A Era da Ascensão
As forças da era atual

Quem move o mundo agora

A Ascensão não trouxe só poder — trouxe gente disposta a tudo por ele. Estes são os nomes que você vai aprender a amar, temer ou enterrar.

As Escolas Refundadas

Linhagens das Quatro Vias, redescobertas nas ruínas. Cada escola guarda as técnicas de uma tradição da antiga guerra e as ensina a quem provar que merece — ou que sobrevive o bastante para aprender.

A Liga dos Reinos Jovens

Os assentamentos erguidos depois do Silêncio, tentando construir uma nova ordem sobre os ossos da antiga. Temem os Nascidos da Ascensão e, ao mesmo tempo, precisam desesperadamente deles. Onde há muros, comércio e uma noite de descanso, é a Liga que os mantém de pé.

Os Cinzeiros

Saqueadores de ruínas e mercadores de relíquias imbuídas pelo Fluxo. Vão onde ninguém ousa, tiram das cinzas o que os impérios deixaram para trás e vendem por um preço que raramente é justo — mas quase sempre é o único.

O Culto do Selo

Fanáticos convencidos de que o vazamento precisa ser interrompido e todos os Nascidos, eliminados. Herdeiros distorcidos dos Velados: pegaram a disciplina dos antigos e a transformaram em ódio. Para eles, você é a doença.

Os Famintos

Nascidos que abraçam o Esvaziamento de propósito, convencidos de que os Ocos não são cascas vazias, mas o próximo estágio de tudo. São o que acontece quando alguém para de temer a fome do Fluxo — e passa a alimentá-la.

A Ascensão

Você é um deles

O Fluxo volta mais denso a cada ano. As escolas se reerguem. Os reinos jovens se armam. E na Cicatriz, onde o vazamento é mais forte, o poder é maior — e a fome também. Ninguém sabe quanto do Fluxo ainda dorme preso no Monolito. Ninguém sabe o que acontece quando o selo enfim romper.

Só uma coisa é certa: ninguém vai te dar nada.

Veja quem já se ergueu